terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Instável

Globo gasoso de camadas moleculares hidrofílicas e hidrofóbicas, se é que assim pode ser chamado. Tensoativo. Todos nós estamos envoltos naquela bolha que nos é mais conveniente, em meio a esse algorítmo abstruso (e por que não absurdo?).

Origina-se em consistências pastosas ou líquidas quando a substância é agitada, sofre fermentação ou pela própria ebulição. Mas ... qual é a sua? Com certeza não tem sabor e está solta, no ar. As de sabão são fascinantes para os infantes, mas a favorita dos adultos é a surdez.

Fobias, cravos e espinhos... Tanta coisa que poderia ser resumida em um simples PLOC...

Nada se reflete ou se absorve nesse momento, os pixels da sociedade parecem não ligar para o bando de idiotas que se sobrepõem ao seu diletantismo... PLOC! Pois é, em dadas condições ainda são emitidas ondas eletromagnéticas, como a luz. É interessante?

Enquanto eu mesmo for minha bolha... A ideia inicial pode estar no meio ou no fim... Ela vai chegar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uma piada no Olimpo

Mas que calor... Aquele era mais um dia de trabalho naquele prodígio de cidade. O termômetro ultrapassaria facilmente os 40ºC. Claro que as pessoas se derretiam em meio àquela areia escaldante.
- O projeto, como anda? - Perguntava aquele esbaforido senhor de feições atípicas.
- Bem, é mais uma pirâmide. Acho que isso já é o suficiente, certo? - Respondeu o jovem trabalhador, apontando para o escriba mais próximo.
- Levar lucro, é a filosofia íntima dessa empresa. - Disse o obediente escriba.
- Exato... acho que o Faraó não se pergunta mais o porquê das pirâmides...
A indústria imobiliária há de ser bem antiga, e os grandes empresários descendentes do senhor de feições atípicas. Certo que algum tempo se passou desde então e muitos Negócios da China foram feitos.
- Que bela essa cidade! - exclamou o turista à beira-mar.
- É, e em 2016 imagina só como vai estar... - disse um rapaz.
- Ah, o turismo... - o turista contava algum pouco dinheiro que carregava.
- Se pelo menos gerasse algum tipo de emprego real... Meu "trampo" vai estar garantido por um tempinho. O perfil do turista que vem para cá é o daquele que vem fazer o que não pode no país dele, só.
- A essa altura deve estar fazendo muito frio no meu país...
- Além disso, quando o turista volta pro seu país após o evento, nos deixa de presente a violência e a prostituição.
- Ah, mas é muito bonita a cidade, né?
- Já quis morar por aqui?
- Não gosto de passar a vida toda olhando para pirâmides.
O silêncio permeou aqueles dois à beira-mar. O rapaz, absorto a vista daquela linda e triste pirâmide pensou:
- Realmente, entre a Copa do Mundo e as Olimpíadas deve surgir uma gripe caprina ou crustácea. Quem sabe até as próximas eleições não apareça um muro de areia por aqui?
Com certeza os construtores de pirâmides já tinham a estrutura para os Jogos Olímpicos pronta em Barcelona e Chicago, mas isso não geraria mais lucro para eles.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vida Enredo

O silêncio naquele café da manhã foi quebrado por um pensamento alto daquele pai:
- "Deem-me o supérfluo e dispensarei o necessário!"
- Caraca, pai! De onde saiu esse pensamento e por quê?
- Não me lembro de quem é essa citação, só sei que cada vez mais eu penso nela, me indago se a vida em si é o necessário ou o supérfluo...
- Acho que vivemos por necessidade, tentando ver a glória, o sucesso, enfim, a felicidade no supérfluo.
- ... ou será que a vida foi criada num momento de diletantismo para preencher algum vazio. Quem sabe não seremos nós os supérfluos?
- Vai chegando o Carnaval e meus óculos vão ficando cor-de-rosa!
- Acho que é o Verde Rosa chegando para partir...
- Aí, pai, vai pra onde nesse Carnaval?
- Tanto faz. Há algum tempo vi uma foto dos anos 70 de uma pichação num muro que dizia "povo quer pão e libído" (perdeu a rima porque a palavra foi trocada por um sinônimo).
- O pão nosso está mais incerto a cada dia, mas a orgia, com toda certeza, acontecerá em Fevereiro. Será que dessa vez farei parte dessa orgia, ou será que mais uma vez acompanharei tudo pela telinha?
Realmente, o melhor da festa é esperar por ela. As máscaras caem e o limão só abre alas para a Manga Rosa. Mal ou bem, o próximo Carnaval não pode ser igual a esse que passou.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Antes de mim, só eu

"A paz naquele pequeno bosque foi quebrada naquela tarde. Um princípio de incêndio ameaçava toda a fauna e flora. Um pequeno e esbaforido colibri voava repetidas vezes até um riacho próximo, enchia seu frágil bico com água e jogava sobre as chamas.
Ao ver aquilo um debochado Tucano comentou:
- Aí, cara! Nem que todos nós façamos isso conseguiremos apagar esse incêndio. Isso não é nossa obrigação e, além do mais, existem outros bosques para habitarmos.
- Não tem problema. estou só fazendo a minha parte..."
Tal qual o colibri dessa estória, em nosso país, mesmo que todos os cidadãos ponham a ética acima de tudo e cumpram com seus deveres (em suma, faça sua parte), não conseguiremos jamais resolver nossos problemas tanto coletivos quanto pessoais,
Por isso somos impelidos a fazer nossa parte pessoal. A figura do "cara esperto", descolado e que sempre se dá bem é reverenciada e encorajada, tornando-se cultural e, portanto normal, para nós agirmos com um certo egoísmo.
De fato, a própria historiografia foi construida sob a visão de aventureiros lançando mãos. Desde as civilizações mais primitivas, levar vantagem se consolidou como uma questão até mesmo de sobrevivência. O caráter altruísta e coletivista do homem só se manifesta quando os interesses precisam partir desse ponto.
Um da aprenderemos que agindo com esperteza nos daremos bem em um número limitado de situações, ao passo que quando se age com inteligência as benesses podem ser para a vida toda. Até lá, vamos usufruir dessas breches que ainda temos em nosso cotidiano e continuar tentando levar vantagem em tudo, certo?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Lado C

Ricardo chega a uma festa e é apresentado à Bárbara, que estava ouvindo MP3.
- Ei, é você que gosta daquele tal de Rock Progressivo? Estou ouvindo Nirvana. É verdade que o Kurt Cobain morreu?
- Muito engraçadinho! Será uma piada? - indagou-se Ricardo.
- Cara, a Bárbara é a garota na medida para você! Ela é jovial, adora dançar, curte pops e adora a "night". Ela tem 34 aninhos e com certeza vai dar certo.- Realmente, muito "feliz" a Bárbara! - pensou Ricardo em voz alta.
- Não, impossível. Nenhuma "paixão arrasadora" me deixaria doido a ponto de abrir mão da minha coleção de Rock Progressivo. - dessa vez, reservou para si, enquanto analisava a moça.
Nada a ver com um cara que gosta desse gênero musical. O que Bárbara falaria quando Ricardo botasse a tocar Emerson, Lake & Palmer ou Rush? E o mais estranho: em LP! Sim, o rapaz ganhou uma coleção de LP's de Rock Progressivo de seu pai. Ele curtia o Gentle Giant, o King Crimson e aí por fora.
- As garotas de hoje em dia estão iguais no mundo inteiro! Todas em MP3 ou MP4. Poucas são iguais a LP's, que tinham capa e encarte...
Sua ex-namorada, a Valéria, até que gostava de Heavy Metal. Ela entrava em transe ao ouvir a voz do Robert Plant, do Led Zeppelin. Um dia, a Valéria queria ouvir Painkiller (Judas Priest) e ele queria ouvir o álbum "Relayer" do Yes.
- You say Yes?! I say Oh, No!
Ele não gostou do trocadilho e Valéria dançou. Bem capaz de ela ter ido ao show do AC/DC...
Ele tinha um LP de um grupo italiano chamado Maxophone, que na época só seu pai tinha no Brasil. Realmente, o Ricardo orgulhava-se muito daquela coleção. Ele achava que naquele tempo ainda havia vida inteligente até no Rock.
Tinha muitos grupos alemães (Eloy, Tangerine Dream, Neu), italianos (Banco, Le Orme, PFM) e até franceses (Magma). Suas vozes favoritas eram da Annie Haslam (Renaissance) e Peter Hammil (Van der Graaf Generator).
- Deixa pra lá, com certeza minhas músicas não farão Bárbara voar!
Entre voar e dançar, Ricardo preferiu primeiro "dançar" para continuar voando. Paixões não são todas iguais, e uma a uma o fazia cada vez mais dono de seu coração solitário.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

C'est si bon, Peri!

Ao longe da praia, investidores celebram em suas caravelas com euforia: "Terra à vista!". Enquanto isso, as lindas indiazinhas levantam-se e começam a dançar e cantar: "E a prazo, longo prazo também!"
Por mais que o Brasil tenha sido descoberto e recebido de bom grado por outras nações durante séculos, a essência desse frágil gigante passou a ser um estorvo. Uns falam "em se plantando, tudo dá" e outros entenderam "em se explorando tudo, tiraremos a longo prazo".
Sim, o Brasil é uma fonte e se demorarmos muito para descobrí-la, um dia se secará e sua essência se perderá para sempre. Difícil será saber quem realmente ganhou com isso. Aliás, nessa vida nada se ganha nem se perde, tudo pode ser aproveitado da maneira que dê mais lucro.
A descoberta do Brasil agora tem que ser relacionada às novas possibilidades de futuro para sua sociedade. É possível agricultura, pecuária e (por mais contraditório que possa parecer) desmatamento sustensáveis, mas nessa terra tudo que se planta custa caro.
Mudanças agora não podem visar só um setor social ou econômico e tal descoberta deve ser diferente da que ainda é sofrida pelo Brasil, afinal, suas riquezas são maiores do que extrativismo ou exploração econômica. Acho que o gigante está com insônia, mas o Saci já se mudou para muito longe e não poderá cantar-lhe uma canção de ninar.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ler ou não ler? Eis a questão

- Luísa?
A única resposta que aquela porta entreaberta me deu, foi um silêncio insinuante.
Estaria tudo bem com Luísa?
Após vencer meu receio inicial, decidi entrar e observar o que se passava. Quando dei por mim, já estava no quarto de Luísa. Ela havia se esquecido de trancar o diário.
Ninguém no quarto, mas pela janela a vi no jardim absorta a ouvir uma música e lendo algo. Sim, ela realmente havia se esquecido de trancar o diário, e ali estava ele sobre a cama enviando-me curiosidades, vontades e temores.
Ali sobre a cama estava sua vida. O resumo de sua ópera. Quantas coisas que não sabemos da vida dos outros!
Como é que eu fazia parte desse quadro? Ainda assim, existem coisas que não devemos saber...
- Para que olhar? - Pensava eu, tentando enganar o meu impulso de olhá-lo.
Pensamos uma coisa a nosso respeito, mas na verdade somos o que os outros pensam de nós (embora a realidade seja como nós procuramos saber, de nós mesmos). O que eu seria?
Passos no corredor.
Obrigado, Luísa por ter retornado! Por mais insano que fosse o meu desejo de olhar aquela jóia, educadamente me contive (afinal, o que espera-se de um pai que olha o diário da filha?).
Seu diário continua aberto na mesma página. Vamos embora, passear para você escrever outra página.
- Ei, o que é esse coração em seu diário?! - Mistérios...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Terra, Planeta Guerra

E se mocinhos e bandidos fossem só os que vencem e perdem, como assim classificados por interesse? Enquanto projetamos o bem e o mal em facetas distintas, "conflitos" ocorrem carregando os interesses de quem manda.
Guerra é algo muito sério para ser comandado por militares, tendo em mente que os povos não lutam entre si somente por diferenças religiosas ou étnicas. Sendo assim, as guerras são impostas pelo monopólio do fabricante de armas, que fabrica equipamentos para defesa, além de ataque (os países brigam entre si por um motivo não muito bem esclarecido) para negociar com seus participantes.
Aquela imagem do general grande estrategista que venceu uma guerra salvando a sua pátria soa surreal, assim como pátria ou ideologia são os que menos ou nada contam no conflito em si.
Os tiros são disparados e os mísseis lançados a partir de uma ordem superior que determina o preço mais conveniente para cada um. A caneta sempre foi superior à espada.
A indústria bélica é a que mais fatura no mundo, à frente das indústrias médica e petroquímica. E depois o ser humano pensa na alimentação, vestuário, educação e lazer.
De resto, a guerra (temática, não o conflito) é um show do consumismo, cujo ingresso é pago com vidas (os mártires do deus marte).
É só pagar para ver o filme e ler o livro, que compramos os herois e construímos os inimigos. Cenas de destruição que mais parecem o espelho de quem vê...
Por fim, o deus marte ainda fatura com a reconstrução dos países, que aplaudem pela tragédia sádica que enfrentaram. Será que os marcianos chamam seu deus da guerra de Gaia?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um padrão para a beleza

Em terras colonizadas, são impostos padrões característiccos que as associam à metrópole, fazendo com que a população seja subserviente. Esses padrões não são exatamente a imagem do próprio colonizador, mas bastantes para ajudar no seu domínio (afinal, o colonizador não precisa ser inteligente, basta dominar) e que aos poucos vão se descaracterizando e abrindo epaço para outros domínios.
Se alguns consideram que a África foi repartida como um bolo pelos dominadores imperialistas (desrespeitando as divisões naturais e o próprio povo), o Brasil está dividido:
- Como quer a sua pizza?
- Em 27 pedaços, por favor!
Observando o Rio de Janeiro, percebe-se que aquele carioca malandro dos anos 50 não se parece com aquele carioca debochado e sagaz dos anos 60 e menos ainda com o carioca "esperto" dos anos 70. Nos anos 80, todos eram "descolados", seja mineiro, gaúcho, ou até carioca.
Somos agora ainda mais iguais, muito "globeses", seja no palavreado ou na maneira de atuar. Globalizar-se é mesmo preciso? Sim, o mundo pede verde, não importa quem for somente azul.
A casa remete a quem mora, logo, a cidade em si acompanhou os cariocas. Sendo o lugar cada vez mais hostil e de vivência difícil, os habitantes realmente mudaram. Não que isso seja bom nesse caso.
Mas não basta lançar os espinhos no brasileiro, em geral. O mundo acompanha essa mesma dança sádica em que alguns só mandam. A imagem do francês mal humorado e xenófobo durou até os anos 90, que foi o palco da "mondialization" (globalização, assim chamada por eles).
Todos se rendem ao chamado do verde que brilha nos olhos humanos e as sociedades continuam a se erguer e cair. Apesar da brisa mesquinha e igual vinda da Praia de Copacabana, o Rio de Janeiro continua lindo. Triste, mas lindo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Meu berço esplêndido na avenida

Ah, essa terra que se plantando tudo dá! Pena que é comandada por uma minoria que não planta e nem colhe. Como pode alguém morrer de fome nesse gigante gentil? Desde 1500, para a nossa sociedade mudaram os trajes e não as personagens.
Construímos a nossa pátria amada batendo palmas para ídolos de barro: Brasil, terra do samba e do pandeiro? Não, teu filho jamais foge à luta (ainda que para a sobrevivência diária nessa selva de pedra). Do açúcar até hoje, a doçura do controle resplandece.
O descaso com o próximo (animado ou inanimado, humano ou não) leva à catástrofes em todas as áreas da razão e no que se refere ao meio ambiente como um todo. As aves ainda gorjeiam, não mais tão livres, assim como esse povo.
Ricos ou não, "descansamos" em berço esplêndido, quando nos é conveniente. E o resto? A política do "Pizza e Circo" nessa terra verde, amarela e azul é guardiã. Como é cinza esse povo!
Filho, ama com fé e orgulho a terra que nasceste (ou não)! Afinal, seus descendentes jamais verão país ou planeta como aquele. Não pense tanto em que mundo deixar para eles e sim em que filhos deixar para o mundo.
Vai, coração moreno, fagueiro pelo ar! Leva esse doce veneno, sereno para inventar a paz.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Antes mal acompanhado do que só

A televisão é, para os telespectadores em geral, mais do que um aparelho eletrônico: é uma espécie de guia comportamental. Ainda que a programação esteja limitada à proliferação dos padrões impostos para alguns (que não necessamente correspondem à realidade), a população em sua maioria adota esses padrões porque é socialmente conveniente para seus adeptos.
Podemos comparar a "telerrealidade" aos mapas Planisfério (nos quais, devido à esferacidade da Terra, não a retratam de maneira exata), e em ambos as distorções estão presentes e crescentes.
A televisão deixa um pensamento pronto para quem assiste. Mais do que isso: às vezes ligamo-la, mesmo sem prestar atenção, em busca de uma companhia.
- Aonde foi que deixei o controle remoto?
É irônica a situação criada pela T.V. (não o aparelho, mas o que está por trás dele): temos um controle remoto na palma de nossas mãos e, em algum lugar remoto, alguém nos espreita e nos controla na palma de suas mãos.
Por fim, observe que uma propagando subliminar exibida cem vezes torna-se realidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma bruxa, por favor!

Quando nós brasileiros pensamos num idioma estrangeiro, a ideia é: "Bom, espanhol porque habitamos a América Latina. Inglês porque habitamos o Planeta Terra".
Um antigo livro de inglês se chamava "Quick and Easy", o que prova que o ser humano é cada vez mais fascinado pelo que é rápido e fácil na esperança que isso lhe deixe com mais tempo de ser feliz.
O nosso idioma é o mais complexo para um estrangeiro falar bem, ao contrário do inglês, que é um idioma "right to the point" (direto ao ponto). Com poucas aulas já é possível tentar uma conversação.
Com um idioma que soa bem musicalmente, letras e melodias fáceis que ficam no subconsciente, uma dança idem torna-se rápido o consumo. Ainda bem que o Chico e o Caetano não fazem letras assim!
Adquirir o gosto pelas "iguarias" americanas é quase óbvio pelo forte apelo à diversão e à brincadeira (o que não deixa de ser).
O "nosso" futebol é um esporte movido pela paixão. É o único esporte em que a partida pode terminar em 0 x 0. O futebol americano, bom: o ingresso custa $3, hambúrgueres e cachorros-quentes $2, a Bud $2.
O americano vai ao estádio não exatamente para torcer, mas para beber, encontrar os amigos e contar piadas. Esse é o barulho que se ouve das arquibancadas. Volta e meia tem um órgão que avisa aos "torcedores" que algo importante vai acontecer.
O nosso folclore também é muito complexo e, mais cedo ou mais tarde, será mais fácil comemorar (consumir) o Halloween.
E pensar que, por mais que não existam bruxas em nossa cultura, aceitamos de bom grado se isso nos fazer parecer "legal". As culturas mudam de nome e aceptores, mas a necessidade de dominação do homem é constante, seja por papéis de bala ou bruxas. "Gostosuras ou travessuras?" Eis a questão.

sábado, 11 de julho de 2009

Jovem, mas até quando?

Ao nascer, nosso ato de escolher é extremamente restrito, mas passa a tomar proporções dantescas a partir da juventude, que também é quando adquirimos uma responsabilidade maior sobre o que fazemos e deixamos de ter um adulto guiando certas decisões.
As dificuldades em decidir o caminho que será seguido se concentram na mudança súbita de um estágio no qual tudo era pré-definido por outros, para a necessidade de tomar as rédeas do próprio rumo e ainda respeitar os limites da liberdade (sua liberdade termina aonde começa a liberdade dos outros).
O medo da crueza e da competitividade desse assustador novo mundo torna-se o novo "bicho papão" dos que cresceram fisicamente, o que impacta diretamente nas suas escolhas.
A decisão é paralela à incerteza e a vida por si só é indeterminada, que tem o amanhã como sua maior e mais fascinante incógnita. Deixamos o presente passar em branco muitas vezes justamente por estarmos tão presos ao futuro.
Um dia, talvez, teremos saudades do que não aconteceu e venhamos a desejar ser jovens novamente.
"Laissons l'avenir venir! Que sera sera..." (Deixemos o futuro chegar! O que será será - música do filme O que será, será).

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Saudades daquele futuro

O homem, até aonde sabemos, é o único ser que transforma o meio ambiente de acordo com a sua convivência. Como consequência, depois terá que se adaptar a essas mudanças.
Os avanços tecnológicos priorizam o indivíduo, não a humanidade. Dispensa-se comentários sobre o tratamento dado ao meio ambiente.
É facilitando o cotidiano do consumidor, fazendo com que ele não dependa tanto de um convívio social e gerando uma espécie de solidão. Não que seja ruim viver só, mas nascemos para consumir e não exatamente para usufruir.
Progresso e exclusão caminham sempre juntos. Quem não tem condições de se incluir (consumir), fica à margem. Isso é o que gera muitos dos conflitos sociais e, por conseguinte, a violência de hoje.
Não podemos usufruir de certas coisas de algumas décadas atrás e nem dos avanços tecnológicos de hoje de uma forma plena por causa da violência (não somente urbana). É possível adaptar-se à violência?
A ordem é: progresso! Não importa o quanto tenhamos que retroceder.
Sempre procuramos ideias de vida em filósofos do passado. Hoje em dia, tais quais nossas máquinas, temos que ser cada vez mais rápidos, eficientes e competitivos. Por vezes, não nos sobra tempo para questionar nem sermos felizes.
Apesar de tudo, ainda há tempo de o ser humano concretizar a convivência harmoniosa de seu progresso material com as benesses daquela vida tranquila, gerando uma espécie de felicidade tal qual idealizávamos quando pensavamos em futuro. Mas isso é o que todos querem?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Seu Mário

Palavras cruzadas e ar gentil,
Ah, avô! Se eu pudesse voltar...
Olhar terno e senil,
Como eu ainda quero te olhar...

Desculpas resolvem?
Não adianta chorar,
Porque o tempo não vai voltar.
Palavras sinceras que agora lhes encobrem.

Não vai voltar, não vai.
As fotos são hipócritas,
Só me lembram de você quando quero.
E eu não sou?

As palavras cruzadas descansam,
Enquanto todos se encantam.
Todas as memórias
Depois da sua se tornam simplórias.

A coleção de carrinhos te espera,
E o que se foi, já era.
Aguarde-me em meu altar,
Mas ainda queria voltar...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Inércia

Por que faz isso?
Dentro desse papel
Tacanho e vetusto,
Sigo uma fantasia.

Por cada riso sarcástico,
Por cada gesto sádico,
Há um peso que me corta
E faz da vida morta.

Ninguém se esquece
De quem o jogou do prédio.
Ninguém se lembra
Dos atletas do ensino médio.

Enquanto riem do que faço,
Rio do que pensam.
Enquanto crio nervos de aço,
Escorrem lágrimas de sangue em vão.

domingo, 21 de junho de 2009

O criador da criatura

"Quem é o autor da vida? Deve ser um péssimo autor, porque o final de todas as personagens é sempre o mesmo: a morte, que ironicamente é a única certeza da vida.
E quem é o diretor da vida? Deve ser um péssimo diretor, porque essa toma rumos inesperados que muitas vezes contrariam todo o projeto inicial..."
Talvez a vida, a incógnita mais fascinante e que não necessariamente possui uma "solução no conjunto dos reais" (o que um teste de mortemática não faz com uma pessoa...), seja o roteiro dos próprios atores. Mas, e se todos se considerarem sempre coadjuvantes? Egocentrismo?
Que seja, mas o rumo da piada trágica é de quem conta. Cuide bem dos seus parágrafos antes dos alheios.
O sempre e o nunca, que sejam os aliados daqueles que buscam criar sua própria criatura. Por sadismo, para brincar ou só para não continuar sozinho (mesmo que esteja acompanhado do seu próprio templo chamado vida).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pavimentando o meu jardim

Ao passar dos anos da existência humana, um fato notável é a intensificação dos chamados fluxos capitalistas. Talvez seja hipocrisia de qualquer terráqueo do século XXI posicionar-se contra a globalização (e de fato, nada está livre dessa "idealização em escala global").
Desde os primórdios da humanidade, há a noção de grupo (o ser humano é um animal legitimamente social), o que, com o decorrer dos séculos desenvolveu o conceito "nação".
Mas, algum país deve ficar à mercê de investidores externos inescrupulosos? Concordo que não deve haver a reclusão de grupos como aldeias ou pequenos povoamentos, mas ainda assim vide a China, que segue a política "meu povo, meu domínio e minha mão-de-obra, meu lucro". Contraditório em sua essência.
Em seus países de origem, existem barreiras políticas, sociais, ambientais e éticas (não presente quando não é seu "território"). Em países estrangeiros, a perspectiva do lucro fácil e rápido faz com que palavras como escrúpulos sejam abandonadas. Com leis mais flexíveis, basta corromper os políticos locais (que também tem lucros fáceis e rápidos).
Existem áreas ditas internacionalizadas para o que é mais conveniente, os EUA possuem muitas dessas: a Disney, Las Vegas... Obviamente as áreas petrolíferas são de interesses da NAÇÃO.
É fato, o homem crê no que satisfaz o seu EGO. Até por quanto tempo?
Em suma, o nosso planeta é politica e economicamente inviável. São nacionalizados os lucros e internacionalizadas as mazelas (compre a minha cultura que eu extinguo a sua).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lavagem Cerebral

Escrever, o caminho entre o nada
E o lugar nenhum? Caneta nas mãos
E a letalidade de uma espada.
Ganho pontos ou conto contos?

Grotesco simbionte de Vossa Alteza
Consome a mente de quem mente.
Escrevo com tal crueza...
Ignore-me simplesmente.

Ei-lo que surge radiante e belo,
O que seria tal preciosidade verbal?
Escrever pela sanidade mental?
Poema sob pressão!

O Pulsar

Olhos rasgados e sem fim
A vida morre assim em mim.
Estupefato, estragado povo
Afinal, o desgosto não é novo.

A história se faz da vitória
De quem preenche sua memória,
Que seja eterno enquanto dure
Na sua imortal finitude.

Sinta-se vivo no meu pulsar
Aonde suas mentiras tem seu lugar.
Verdade que anula o meu bem-estar.

A minha origem, o meu centro
Tristeza profunda rindo por dentro
Afinal, o desgosto não é novo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Retornar é viver

Do alto dessa montanha algo parece sem sentido.
Solitário, me pergunto: será isso a vitória?
Tive todo o caminho da subida para ter consentido
O quão fugaz é a busca pelo poder e a glória.

Tornamo-nos escravos de nosso próprio querer
Para fazer o bem doa a quem doer
Da vida, sobra apenas o seu eterno grão
E sigo fazendo poesia, mesmo sob pressão!

De vitória em vitória, todos fazem história.
O tempo me corrói e o agora me possui
E na memória tudo em mim se dilui
Por favor, pare o tempo! Quero descansar.

Coração frágil, destemido e feito de pano
Na busca maçante que segue ano após ano.
Não depende só de mim, mi hermano
Voltar a tentar ser humano.

sábado, 25 de abril de 2009

Prestando atenção ao silêncio

Novamente me vejo flutuando em pensamentos.
Na correnteza da vida, uma bolha de momentos.
Um pensamento e um espaço em branco
Ou será uma vida em branco?

Uma caneta e uma folha de papel
Uma tela vazia, um pincel
Uma idéia louca jogada ao léo
Uma boca e um véu.

Palavras sussurradas podem transformar uma vida
Para mudar o mundo, uma palavra amarga ou querida
Uma palavra gritada vira um nada
Quando num lamento, vira um consentimento.

Palavras não precisam de fechaduras,
Não são aprisionadas em frases obscuras.
Para deixar retomar aos céus uma ave,
É preciso juntar a gaiola a uma chave.

Vamos, dêem-me suas mãos,
Inebriem-me com pensamentos bons.
Mesmo que sejam fúteis e vãos.
Espero que vocês não sejam apenas sons.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um dia, quem sabe...

"Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta".
Duas solidões de leitura abriram a mesma porta.
Antes que a lembrança ou pesadelo se parta,
Revivo e me pergunto se ainda importa.

Um vulto, um intruso em meu aconchego
E a carta discretamente tinha que ser escondida.
Escondida, mas não esquecida. Será que um dia foi lida?
Coisas que não existem pelas quais temos apego...

O vento leva consigo as estações.
Já o tempo, dilui as emoções.
Cartas são escritas em papel ou não
Mas sempre lidas pelo coração.

Vejo as ruas passarem por mim
Ondas vão e voltam assim, assim.
Pessoas sem pressa, mas ainda sim
Querendo sempre chegar a um fim.

Livros e cartas tem diferenças iguais
Não são para todos, como jornais.

Ah! Doce é pensar naquela dor que nos unia
Pela manhã, imaginar que fosse virar ironia
Tal qual aquele amor que nos destruía
Hoje, é mais outra triste fantasia.

Passamos a vida construindo
Mas nada vale após ter partido.
São só as verdades sem sentido.
E se ele estiver mentindo?

Entre duas páginas de um livro, um abrigo.
Uma velha carta retorna ao seu velho amigo.
Lá dentro, velhos segredos, velhos medos.
Aqui fora, um dia cinza, uma vida cinza.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Pudim de Passas

Pairamos num mundo óbvio. Fazemos coisas óbvias e muitas vezes nos perdemos nos mais infelizes padrões de normalidade.
Subconsciente sobrecarregado, lei da gravidade, lei de Murphy, 2 girls 1 cup. No fundo, ainda somos só um pixel com trilhões de átomos, desesperados.
Jogamos para cima e cai, se pararmos para pensar no tempo, ele se vai. Já o delírio transforma o concreto em abstrato (ou o que é temporal mostrando o quão virtual você pode ser).
Delírio, seria aquilo que achamos que é a perfeição da realidade?
O seu delírio é sua própria versão do tempo e espaço.Nesse deserto líquido que é o mar da nossa existência, procuramos o nosso oasis. O que seria essa tábua de salvação?
Temos diversas rotas de fuga: das artes à Baco, fora disso, tudo é um saco. Bem vindo aos seus pesadelos!
O delírio ainda sim é um passo para uma longa viagem fora do que é conveniente. Mas também, prepare-se para o Inferno de Dante. Distante (?)...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O monstro debaixo da cama

A infância, período mágico
Para alguns, quando passa é trágico.
Será que devemos deixar de bonzinhos?

Perdemos e ganhamos cada vez mais
E o monstro, continua na vida.
Muda sua cara, mas não o que faz.

Dos meus amores,
Personificam-se meus temores.
Temos realmente que ficar espertos e mesquinhos?

Ainda quero brincar, festejar e jogar
Mas isso já é história.
Tenho um refúgio em um canto das minhas memórias.

Acho que fracassei por querer acordar
E esse doce sonho infantil, tentar expulsar
Só para ir ao banheiro e agora, querer voltar.

Crescemos até em estatura, e no fundo
não mudamos, e sim nos adaptamos.

Por mais que mudemos de jeito e endereço,
Nossos sonhos mudam apenas de tamanho e preço.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sem título e sem noção

Eu sou 3D
Eu estou 0D
Eu sou idéias
Eu estou humores
Eu sou bom
Eu estou amores
Eu sou destino
Eu estou falido
Eu sou corpo
Eu estou me mexendo
Eu sou o poeta interior
Eu estou com dor
Eu sou sistema
Eu estou caído
Eu sou idéias
Eu estou morto
Eu sou triste
Eu estou belo
Eu sou eu
Eu estou você

O Aprendizado

É coisa para uma vida toda, tarefa de todo dia.
Aprender é de ouro, mas reter seus conhecimentos é tesouro.
Com os acertos dos outros, é utopia. Com os erros dos outros covardia. Com nossos acertos, alegria. Com nossos erros, nostalgia.
É possível aprender sem perceber, mas duro é aprender sem querer. É fácil aprender para poder, o irônico é aprender para esquecer.
Seus conhecimentos serão suas pérolas, mas não só em seus pensamentos loucos. Deverão ser guardados no seu universo e no final serem entregues a poucos.
Saber é uma arte de proporções colossais, muito além de conceitos plenamente temporais. Você pode obtê-la, mas sabe como mantê-la?
Pensando além você verá que tudo é real e te dará uma nova consciência e atitude. Afinal, descobrir que você é imortal fará com que você entende melhor sua finitude.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O poeta interior

Sim, ele existe. Age de dentro para fora e de fora para dentro.
Ele filtra o que se chama realidade e devolve como outra.
Uma combinação química será chamada de perfume, cheiro azedo, mau hálito ou simplesmente ar.
Sem ele, os versos unidos jamais teriam sentido...
Ele nos mostra os vapores de água se condensando numa flor e nós agradecemos e dizemos que o orvalho está caíndo.
Ele nos mostra os primeiros raios ultravioleta emitidos pelo sol e nós agradecemos e lhe dizemos:
- Bom dia!
O nosso poeta interior ainda nos mostra que o ar quando vibra a 442 Hz pode ser um la.
A ciência nos dá consciência e a poesia, junto com o concreto nos faz entender essa grande sinfonia.
Tanto a ciência quanto a poesia dizem que a vida é um fenômeno irreversível. Ao poeta interior agradecemos pela longa caminhada.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Correndo contra o tempo

O tempo... intervalo linear infinito.
Tão relativo, impossível prendê-lo.
Em um turbilhão de sentidos, uma disputa.
O tempo não é mais um aliado.

O medimos por sentimentos, memórias
Usamos até relógios.
Que grande aspirina se tornou o tempo:
faz esquecer, mas não cura e não dura.

Parece que sempre temos mais a fazer
Do que tempo a disposição, que insatisfação!
O relógio nos avisa que o tempo passa,
mas não acaba.

Só o seu tempo passa e acaba.
Apesar de tudo, ele deve passar.
Se não, não sentiriamos um sabor
Nem passaria uma dor.

Um aroma, um fedor.
Pelo menos temos relógios e tempo.
De aliado, o fazemos um vilão.
Para você, um aviso frio e calculado:

tic-tac, tic-tac...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Abstrato

Hoje vou escrever algo abstrato,
abstrato como um autorretrato.
Abstrato, Abstrato...
Tão abstrato quanto viver.
Ser, ter,ver...

A vida, que bela piada!
Rascunho trágico,
momento mágico.
Faça, você é sua fada!

Sabe o que pode acontecer?
Um perfume lembrar alguém de você!
Um aroma, um sabor e um odor
pode ser também um fedor...
Uma dor...

Que belo é ser abstrato!
Um prato vazio, e ai cai...
A dor vai, vai, vai...
Ainda vivo, um humano
Que belo é ser profano!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

(I)mundo

Na sua frente. Ao seu lado. Atrás de você. Terra, Earth, Erde ou プラネットアース, como preferir, o que importa que é o nosso lugar na infinidade do Universo.
Às vezes, não é suficiente para nós. Por que não um lugar de cada um? Individualidade.
Bem, hoje é seu dia de sorte. Você tem esse lugar, você tem o seu mundo.
Pode ser um lugar ou um canto oriundo da sua mente, mas é só seu. Aproveite.
O seu mundo não deve ser só uma válvula de escape para seus problemas, mas sim um lugar
de reflexão (por que não?), e mais importante: ficar só, mas acompanhado de si mesmo (maior solidão é aquela em que o indivíduo não consegue se suportar).
Vá para o seu mundo. Divirta-se, afinal, a diversão é um momento raro que deve ser aproveitado ao máximo, porque o resto...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Suicídio: mente e corpo

Vivemos condicionados em uma sociedade que o seu direito termina quando começa o direito do próximo. Aqui, alguns mandam e todo o resto obedece.
Nossas idéias são presas também, tão presas que até as boas idéias se suicidam.
Você deve estar se perguntando (ou talvez não) como elas se suicidam. Nós somos também idéias, informações, conceitos...
Quando boas idéias não se encaixam no que é "proposto" pelo sistema, acabamos com elas.
O suicídio tem diversos significados, mas principalmente o de renovação. Perceba, quando alguém diz que quer se suicidar, o inconsciente dela diz que ela precisa mudar. Rever conceitos, passar a limpo o enorme rascunho que é a nossa vida.
Estamos aqui para aprender, e devemos fazê-los. Não deixe cada momento de renovação passar, porque assim como diversão, é um momento raro e proveitoso.
"A inteligência é como pérolas, que devem ser guardadas e presenteadas para poucos"

sábado, 17 de janeiro de 2009

Chutando o balde e ligando o F***-SE: a escola

Bem, eu realmente não sei o que escrever. Há 3 dias estou sem criatividade.
Sem mais delongas, comecemos: Argh, a escola. Na teoria "um lugar para o desenvolvimento social e educacional. Se desenvolve também a capacidade cognitiva". Blah,blah, blah. Na teoria é muito bonito, mas e na pratica?
Bem, além do tédio de todo dia, ficamos tediados mais ainda com a escola. Ela ocupa boa parte do nosso tempo, e não contente com os 5 dias que somos forçados a frequentá-la, temos os deveres de casa.
Tudo bem, a escola não seria tão ruim se não estivessemos cercados de drosóphilas acéfalas estudantis que
tentam estragar ainda mais nossa nada interessante rotina.
De fato, não há nada que se possa fazer para melhorar o que foi dito acima, o jeito é aturar por um bom tempo e em nosso escasso tempo livre, imagine suas fantasias contra a escola (não seja egoísta o suficiente para botá-las em prática).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Um dia... Seu dia... Hoje

Hoje: uma gama de possibilidades que temos. Hoje, o intermédio entre ontem e amanhã, o que você vive. Agora: simplesmente, faça.
Afinal, o que é o tempo? Bom, podemos classificá-lo como uma sequência (para nós, linear) em que os eventos ocorrem baseadas em representações de períodos distintos da linha (ou espiral) do tempo: passado, presente e futuro.
Todos possuem uma interpretação específica do tempo e seus efeitos, mas temos que concordar em uma coisa: o tempo para nós é linear, o passado não volta e o futuro é incerto. Para nós, o que devemos vivenciar? o agora!
A vida passa e o agora também. Não perca tempo vivendo no passado e no futuro.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Fantasias e férias

Férias, férias... e se fossem eternas? Seria motivo de felicidade? Talvez, mas é fantasia...
Isso nos leva a uma pergunta? Qual é o nosso limite de liberdade? Se não ir contra o sistema e contra a liberdade do outro, tudo bem... Mas ainda sim, nossa imaginação vai longe. O nosso ID (pra quem não sabe, é a área da nossa mente , de acordo com Freud, mais primitiva- basicamente constituida por fantasias e desejos de prazer próprio) é o maior reflexo disso. Se nos deixassemos levar por ele, a sociedade iria virar um caos.
O que é ilimitado (pelo menos por enquanto) é a possibilidade de fantasiar. Sim, nem toda fantasia pode virar real, mas pode continuar como fantasia.
Por fim, pense: quais são suas fantasias? Se, por algum momento houvesse a possibilidade de realizá-las, como seria? Você a faria, ou não?
É, as férias passam mas a nossa necessidade de tê-las não.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Memórias

É a capacidade de armazenar informações e evocá-las quando necessário. Pode ser de maneira orgânica (como o cérebro) ou artificial (como a de um computador).
A questão é: será que quando nos lembramos de um evento passado, não atribuímos a ele a nossa própria interpretação desse próprio evento?
Talvez sim, e talvez tenha haver até com aquela questão de "amenizar a realidade".
Às vezes, em meio a algum momento nostalgico passamos uma imagem melhor do passado do que ele realmente foi. Não que isso seja totalmente ruim, mas nos leva a questões interessantes sobre a nossa mente.
Afinal, o que é memória e o que é história?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Como tudo no mundo pode ser rosa ou azul

No mundo, tudo pode ser fácil ou difícil, alegre ou triste, até mesmo útil ou inútil. Depende do ponto de vista.
Para nós, seres presos a um sistema e que nos vangloriamos cada vez mais de nossa tão condicionada liberdade, é muito mais fácil usar um par de óculos cor-de-rosa para amenizar nossa tão dura realidade.
Simultaneamente, depois de perceber a realidade que nos cerca e sem saber como lidar com ela, nos trancamos cada vez mais no nosso próprio mundinho azul.
Se você quer tentar ser você mesmo, tente de preferência ser algo que não se pode comprar em nosso relativo mundo azul/rosa. Seja uma idéia própria, um conceito único e intransferível e não uma complexa idéia de um mundo triste.
Em nossa trajetória tão perdida quanto um cego em meio a um tiroteio, nos esquecemos de muitas outras cores... O verde, ah o verde tão destruído; o amarelo; o preto; o roxo...
Se houver uma cor para a paz, seria uma mistura harmônica de todas as cores e suas nuances.
Fazer o mundo colorido depende de cada um. Cada um mesmo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Começando...

Durante a vida, começamos muitas coisas mas nem sempre as terminamos. Uma dieta, um texto, uma idéia...
Até a nossa própria vida, nós não terminamos...
Para alguns, começar é uma tarefa árdua, pois exige acima de tudo disposição (que muitas vezes nós não fazemos idéia de onde tirá-la) e coragem (principalmente para encarar nossas próprias mediocridades e erros).
Do sucesso ao fracasso, tal qual o amor e o ódio, basta um passo (ou um ponto de vista).
Pois bem, caro leitor, não associe um começo a um tropeço. Mais importante: sempre há espaço para o recomeço em nossas vidas.
A vida, portanto, é um ciclo infinito de começos, fins, alegrias, tristezas e amores.
Sejam Bem Vindos.