Do alto dessa montanha algo parece sem sentido.
Solitário, me pergunto: será isso a vitória?
Tive todo o caminho da subida para ter consentido
O quão fugaz é a busca pelo poder e a glória.
Tornamo-nos escravos de nosso próprio querer
Para fazer o bem doa a quem doer
Da vida, sobra apenas o seu eterno grão
E sigo fazendo poesia, mesmo sob pressão!
De vitória em vitória, todos fazem história.
O tempo me corrói e o agora me possui
E na memória tudo em mim se dilui
Por favor, pare o tempo! Quero descansar.
Coração frágil, destemido e feito de pano
Na busca maçante que segue ano após ano.
Não depende só de mim, mi hermano
Voltar a tentar ser humano.
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