Palavras cruzadas e ar gentil,
Ah, avô! Se eu pudesse voltar...
Olhar terno e senil,
Como eu ainda quero te olhar...
Desculpas resolvem?
Não adianta chorar,
Porque o tempo não vai voltar.
Palavras sinceras que agora lhes encobrem.
Não vai voltar, não vai.
As fotos são hipócritas,
Só me lembram de você quando quero.
E eu não sou?
As palavras cruzadas descansam,
Enquanto todos se encantam.
Todas as memórias
Depois da sua se tornam simplórias.
A coleção de carrinhos te espera,
E o que se foi, já era.
Aguarde-me em meu altar,
Mas ainda queria voltar...
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A Inércia
Por que faz isso?
Dentro desse papel
Tacanho e vetusto,
Sigo uma fantasia.
Por cada riso sarcástico,
Por cada gesto sádico,
Há um peso que me corta
E faz da vida morta.
Ninguém se esquece
De quem o jogou do prédio.
Ninguém se lembra
Dos atletas do ensino médio.
Enquanto riem do que faço,
Rio do que pensam.
Enquanto crio nervos de aço,
Escorrem lágrimas de sangue em vão.
Dentro desse papel
Tacanho e vetusto,
Sigo uma fantasia.
Por cada riso sarcástico,
Por cada gesto sádico,
Há um peso que me corta
E faz da vida morta.
Ninguém se esquece
De quem o jogou do prédio.
Ninguém se lembra
Dos atletas do ensino médio.
Enquanto riem do que faço,
Rio do que pensam.
Enquanto crio nervos de aço,
Escorrem lágrimas de sangue em vão.
domingo, 21 de junho de 2009
O criador da criatura
"Quem é o autor da vida? Deve ser um péssimo autor, porque o final de todas as personagens é sempre o mesmo: a morte, que ironicamente é a única certeza da vida.
E quem é o diretor da vida? Deve ser um péssimo diretor, porque essa toma rumos inesperados que muitas vezes contrariam todo o projeto inicial..."
Talvez a vida, a incógnita mais fascinante e que não necessariamente possui uma "solução no conjunto dos reais" (o que um teste de mortemática não faz com uma pessoa...), seja o roteiro dos próprios atores. Mas, e se todos se considerarem sempre coadjuvantes? Egocentrismo?
Que seja, mas o rumo da piada trágica é de quem conta. Cuide bem dos seus parágrafos antes dos alheios.
O sempre e o nunca, que sejam os aliados daqueles que buscam criar sua própria criatura. Por sadismo, para brincar ou só para não continuar sozinho (mesmo que esteja acompanhado do seu próprio templo chamado vida).
E quem é o diretor da vida? Deve ser um péssimo diretor, porque essa toma rumos inesperados que muitas vezes contrariam todo o projeto inicial..."
Talvez a vida, a incógnita mais fascinante e que não necessariamente possui uma "solução no conjunto dos reais" (o que um teste de mortemática não faz com uma pessoa...), seja o roteiro dos próprios atores. Mas, e se todos se considerarem sempre coadjuvantes? Egocentrismo?
Que seja, mas o rumo da piada trágica é de quem conta. Cuide bem dos seus parágrafos antes dos alheios.
O sempre e o nunca, que sejam os aliados daqueles que buscam criar sua própria criatura. Por sadismo, para brincar ou só para não continuar sozinho (mesmo que esteja acompanhado do seu próprio templo chamado vida).
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