quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um padrão para a beleza

Em terras colonizadas, são impostos padrões característiccos que as associam à metrópole, fazendo com que a população seja subserviente. Esses padrões não são exatamente a imagem do próprio colonizador, mas bastantes para ajudar no seu domínio (afinal, o colonizador não precisa ser inteligente, basta dominar) e que aos poucos vão se descaracterizando e abrindo epaço para outros domínios.
Se alguns consideram que a África foi repartida como um bolo pelos dominadores imperialistas (desrespeitando as divisões naturais e o próprio povo), o Brasil está dividido:
- Como quer a sua pizza?
- Em 27 pedaços, por favor!
Observando o Rio de Janeiro, percebe-se que aquele carioca malandro dos anos 50 não se parece com aquele carioca debochado e sagaz dos anos 60 e menos ainda com o carioca "esperto" dos anos 70. Nos anos 80, todos eram "descolados", seja mineiro, gaúcho, ou até carioca.
Somos agora ainda mais iguais, muito "globeses", seja no palavreado ou na maneira de atuar. Globalizar-se é mesmo preciso? Sim, o mundo pede verde, não importa quem for somente azul.
A casa remete a quem mora, logo, a cidade em si acompanhou os cariocas. Sendo o lugar cada vez mais hostil e de vivência difícil, os habitantes realmente mudaram. Não que isso seja bom nesse caso.
Mas não basta lançar os espinhos no brasileiro, em geral. O mundo acompanha essa mesma dança sádica em que alguns só mandam. A imagem do francês mal humorado e xenófobo durou até os anos 90, que foi o palco da "mondialization" (globalização, assim chamada por eles).
Todos se rendem ao chamado do verde que brilha nos olhos humanos e as sociedades continuam a se erguer e cair. Apesar da brisa mesquinha e igual vinda da Praia de Copacabana, o Rio de Janeiro continua lindo. Triste, mas lindo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Meu berço esplêndido na avenida

Ah, essa terra que se plantando tudo dá! Pena que é comandada por uma minoria que não planta e nem colhe. Como pode alguém morrer de fome nesse gigante gentil? Desde 1500, para a nossa sociedade mudaram os trajes e não as personagens.
Construímos a nossa pátria amada batendo palmas para ídolos de barro: Brasil, terra do samba e do pandeiro? Não, teu filho jamais foge à luta (ainda que para a sobrevivência diária nessa selva de pedra). Do açúcar até hoje, a doçura do controle resplandece.
O descaso com o próximo (animado ou inanimado, humano ou não) leva à catástrofes em todas as áreas da razão e no que se refere ao meio ambiente como um todo. As aves ainda gorjeiam, não mais tão livres, assim como esse povo.
Ricos ou não, "descansamos" em berço esplêndido, quando nos é conveniente. E o resto? A política do "Pizza e Circo" nessa terra verde, amarela e azul é guardiã. Como é cinza esse povo!
Filho, ama com fé e orgulho a terra que nasceste (ou não)! Afinal, seus descendentes jamais verão país ou planeta como aquele. Não pense tanto em que mundo deixar para eles e sim em que filhos deixar para o mundo.
Vai, coração moreno, fagueiro pelo ar! Leva esse doce veneno, sereno para inventar a paz.