- Luísa?
A única resposta que aquela porta entreaberta me deu, foi um silêncio insinuante.
Estaria tudo bem com Luísa?
Após vencer meu receio inicial, decidi entrar e observar o que se passava. Quando dei por mim, já estava no quarto de Luísa. Ela havia se esquecido de trancar o diário.
Ninguém no quarto, mas pela janela a vi no jardim absorta a ouvir uma música e lendo algo. Sim, ela realmente havia se esquecido de trancar o diário, e ali estava ele sobre a cama enviando-me curiosidades, vontades e temores.
Ali sobre a cama estava sua vida. O resumo de sua ópera. Quantas coisas que não sabemos da vida dos outros!
Como é que eu fazia parte desse quadro? Ainda assim, existem coisas que não devemos saber...
- Para que olhar? - Pensava eu, tentando enganar o meu impulso de olhá-lo.
Pensamos uma coisa a nosso respeito, mas na verdade somos o que os outros pensam de nós (embora a realidade seja como nós procuramos saber, de nós mesmos). O que eu seria?
Passos no corredor.
Obrigado, Luísa por ter retornado! Por mais insano que fosse o meu desejo de olhar aquela jóia, educadamente me contive (afinal, o que espera-se de um pai que olha o diário da filha?).
Seu diário continua aberto na mesma página. Vamos embora, passear para você escrever outra página.
- Ei, o que é esse coração em seu diário?! - Mistérios...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Terra, Planeta Guerra
E se mocinhos e bandidos fossem só os que vencem e perdem, como assim classificados por interesse? Enquanto projetamos o bem e o mal em facetas distintas, "conflitos" ocorrem carregando os interesses de quem manda.
Guerra é algo muito sério para ser comandado por militares, tendo em mente que os povos não lutam entre si somente por diferenças religiosas ou étnicas. Sendo assim, as guerras são impostas pelo monopólio do fabricante de armas, que fabrica equipamentos para defesa, além de ataque (os países brigam entre si por um motivo não muito bem esclarecido) para negociar com seus participantes.
Aquela imagem do general grande estrategista que venceu uma guerra salvando a sua pátria soa surreal, assim como pátria ou ideologia são os que menos ou nada contam no conflito em si.
Os tiros são disparados e os mísseis lançados a partir de uma ordem superior que determina o preço mais conveniente para cada um. A caneta sempre foi superior à espada.
A indústria bélica é a que mais fatura no mundo, à frente das indústrias médica e petroquímica. E depois o ser humano pensa na alimentação, vestuário, educação e lazer.
De resto, a guerra (temática, não o conflito) é um show do consumismo, cujo ingresso é pago com vidas (os mártires do deus marte).
É só pagar para ver o filme e ler o livro, que compramos os herois e construímos os inimigos. Cenas de destruição que mais parecem o espelho de quem vê...
Por fim, o deus marte ainda fatura com a reconstrução dos países, que aplaudem pela tragédia sádica que enfrentaram. Será que os marcianos chamam seu deus da guerra de Gaia?
Guerra é algo muito sério para ser comandado por militares, tendo em mente que os povos não lutam entre si somente por diferenças religiosas ou étnicas. Sendo assim, as guerras são impostas pelo monopólio do fabricante de armas, que fabrica equipamentos para defesa, além de ataque (os países brigam entre si por um motivo não muito bem esclarecido) para negociar com seus participantes.
Aquela imagem do general grande estrategista que venceu uma guerra salvando a sua pátria soa surreal, assim como pátria ou ideologia são os que menos ou nada contam no conflito em si.
Os tiros são disparados e os mísseis lançados a partir de uma ordem superior que determina o preço mais conveniente para cada um. A caneta sempre foi superior à espada.
A indústria bélica é a que mais fatura no mundo, à frente das indústrias médica e petroquímica. E depois o ser humano pensa na alimentação, vestuário, educação e lazer.
De resto, a guerra (temática, não o conflito) é um show do consumismo, cujo ingresso é pago com vidas (os mártires do deus marte).
É só pagar para ver o filme e ler o livro, que compramos os herois e construímos os inimigos. Cenas de destruição que mais parecem o espelho de quem vê...
Por fim, o deus marte ainda fatura com a reconstrução dos países, que aplaudem pela tragédia sádica que enfrentaram. Será que os marcianos chamam seu deus da guerra de Gaia?
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