quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Terra, Planeta Guerra

E se mocinhos e bandidos fossem só os que vencem e perdem, como assim classificados por interesse? Enquanto projetamos o bem e o mal em facetas distintas, "conflitos" ocorrem carregando os interesses de quem manda.
Guerra é algo muito sério para ser comandado por militares, tendo em mente que os povos não lutam entre si somente por diferenças religiosas ou étnicas. Sendo assim, as guerras são impostas pelo monopólio do fabricante de armas, que fabrica equipamentos para defesa, além de ataque (os países brigam entre si por um motivo não muito bem esclarecido) para negociar com seus participantes.
Aquela imagem do general grande estrategista que venceu uma guerra salvando a sua pátria soa surreal, assim como pátria ou ideologia são os que menos ou nada contam no conflito em si.
Os tiros são disparados e os mísseis lançados a partir de uma ordem superior que determina o preço mais conveniente para cada um. A caneta sempre foi superior à espada.
A indústria bélica é a que mais fatura no mundo, à frente das indústrias médica e petroquímica. E depois o ser humano pensa na alimentação, vestuário, educação e lazer.
De resto, a guerra (temática, não o conflito) é um show do consumismo, cujo ingresso é pago com vidas (os mártires do deus marte).
É só pagar para ver o filme e ler o livro, que compramos os herois e construímos os inimigos. Cenas de destruição que mais parecem o espelho de quem vê...
Por fim, o deus marte ainda fatura com a reconstrução dos países, que aplaudem pela tragédia sádica que enfrentaram. Será que os marcianos chamam seu deus da guerra de Gaia?

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