Novamente me vejo flutuando em pensamentos.
Na correnteza da vida, uma bolha de momentos.
Um pensamento e um espaço em branco
Ou será uma vida em branco?
Uma caneta e uma folha de papel
Uma tela vazia, um pincel
Uma idéia louca jogada ao léo
Uma boca e um véu.
Palavras sussurradas podem transformar uma vida
Para mudar o mundo, uma palavra amarga ou querida
Uma palavra gritada vira um nada
Quando num lamento, vira um consentimento.
Palavras não precisam de fechaduras,
Não são aprisionadas em frases obscuras.
Para deixar retomar aos céus uma ave,
É preciso juntar a gaiola a uma chave.
Vamos, dêem-me suas mãos,
Inebriem-me com pensamentos bons.
Mesmo que sejam fúteis e vãos.
Espero que vocês não sejam apenas sons.
sábado, 25 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Um dia, quem sabe...
"Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta".
Duas solidões de leitura abriram a mesma porta.
Antes que a lembrança ou pesadelo se parta,
Revivo e me pergunto se ainda importa.
Um vulto, um intruso em meu aconchego
E a carta discretamente tinha que ser escondida.
Escondida, mas não esquecida. Será que um dia foi lida?
Coisas que não existem pelas quais temos apego...
O vento leva consigo as estações.
Já o tempo, dilui as emoções.
Cartas são escritas em papel ou não
Mas sempre lidas pelo coração.
Vejo as ruas passarem por mim
Ondas vão e voltam assim, assim.
Pessoas sem pressa, mas ainda sim
Querendo sempre chegar a um fim.
Livros e cartas tem diferenças iguais
Não são para todos, como jornais.
Ah! Doce é pensar naquela dor que nos unia
Pela manhã, imaginar que fosse virar ironia
Tal qual aquele amor que nos destruía
Hoje, é mais outra triste fantasia.
Passamos a vida construindo
Mas nada vale após ter partido.
São só as verdades sem sentido.
E se ele estiver mentindo?
Entre duas páginas de um livro, um abrigo.
Uma velha carta retorna ao seu velho amigo.
Lá dentro, velhos segredos, velhos medos.
Aqui fora, um dia cinza, uma vida cinza.
Duas solidões de leitura abriram a mesma porta.
Antes que a lembrança ou pesadelo se parta,
Revivo e me pergunto se ainda importa.
Um vulto, um intruso em meu aconchego
E a carta discretamente tinha que ser escondida.
Escondida, mas não esquecida. Será que um dia foi lida?
Coisas que não existem pelas quais temos apego...
O vento leva consigo as estações.
Já o tempo, dilui as emoções.
Cartas são escritas em papel ou não
Mas sempre lidas pelo coração.
Vejo as ruas passarem por mim
Ondas vão e voltam assim, assim.
Pessoas sem pressa, mas ainda sim
Querendo sempre chegar a um fim.
Livros e cartas tem diferenças iguais
Não são para todos, como jornais.
Ah! Doce é pensar naquela dor que nos unia
Pela manhã, imaginar que fosse virar ironia
Tal qual aquele amor que nos destruía
Hoje, é mais outra triste fantasia.
Passamos a vida construindo
Mas nada vale após ter partido.
São só as verdades sem sentido.
E se ele estiver mentindo?
Entre duas páginas de um livro, um abrigo.
Uma velha carta retorna ao seu velho amigo.
Lá dentro, velhos segredos, velhos medos.
Aqui fora, um dia cinza, uma vida cinza.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O Pudim de Passas
Pairamos num mundo óbvio. Fazemos coisas óbvias e muitas vezes nos perdemos nos mais infelizes padrões de normalidade.
Subconsciente sobrecarregado, lei da gravidade, lei de Murphy, 2 girls 1 cup. No fundo, ainda somos só um pixel com trilhões de átomos, desesperados.
Jogamos para cima e cai, se pararmos para pensar no tempo, ele se vai. Já o delírio transforma o concreto em abstrato (ou o que é temporal mostrando o quão virtual você pode ser).
Delírio, seria aquilo que achamos que é a perfeição da realidade?
O seu delírio é sua própria versão do tempo e espaço.Nesse deserto líquido que é o mar da nossa existência, procuramos o nosso oasis. O que seria essa tábua de salvação?
Temos diversas rotas de fuga: das artes à Baco, fora disso, tudo é um saco. Bem vindo aos seus pesadelos!
O delírio ainda sim é um passo para uma longa viagem fora do que é conveniente. Mas também, prepare-se para o Inferno de Dante. Distante (?)...
Subconsciente sobrecarregado, lei da gravidade, lei de Murphy, 2 girls 1 cup. No fundo, ainda somos só um pixel com trilhões de átomos, desesperados.
Jogamos para cima e cai, se pararmos para pensar no tempo, ele se vai. Já o delírio transforma o concreto em abstrato (ou o que é temporal mostrando o quão virtual você pode ser).
Delírio, seria aquilo que achamos que é a perfeição da realidade?
O seu delírio é sua própria versão do tempo e espaço.Nesse deserto líquido que é o mar da nossa existência, procuramos o nosso oasis. O que seria essa tábua de salvação?
Temos diversas rotas de fuga: das artes à Baco, fora disso, tudo é um saco. Bem vindo aos seus pesadelos!
O delírio ainda sim é um passo para uma longa viagem fora do que é conveniente. Mas também, prepare-se para o Inferno de Dante. Distante (?)...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O monstro debaixo da cama
A infância, período mágico
Para alguns, quando passa é trágico.
Será que devemos deixar de bonzinhos?
Perdemos e ganhamos cada vez mais
E o monstro, continua na vida.
Muda sua cara, mas não o que faz.
Dos meus amores,
Personificam-se meus temores.
Temos realmente que ficar espertos e mesquinhos?
Ainda quero brincar, festejar e jogar
Mas isso já é história.
Tenho um refúgio em um canto das minhas memórias.
Acho que fracassei por querer acordar
E esse doce sonho infantil, tentar expulsar
Só para ir ao banheiro e agora, querer voltar.
Crescemos até em estatura, e no fundo
não mudamos, e sim nos adaptamos.
Por mais que mudemos de jeito e endereço,
Nossos sonhos mudam apenas de tamanho e preço.
Para alguns, quando passa é trágico.
Será que devemos deixar de bonzinhos?
Perdemos e ganhamos cada vez mais
E o monstro, continua na vida.
Muda sua cara, mas não o que faz.
Dos meus amores,
Personificam-se meus temores.
Temos realmente que ficar espertos e mesquinhos?
Ainda quero brincar, festejar e jogar
Mas isso já é história.
Tenho um refúgio em um canto das minhas memórias.
Acho que fracassei por querer acordar
E esse doce sonho infantil, tentar expulsar
Só para ir ao banheiro e agora, querer voltar.
Crescemos até em estatura, e no fundo
não mudamos, e sim nos adaptamos.
Por mais que mudemos de jeito e endereço,
Nossos sonhos mudam apenas de tamanho e preço.
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