"A paz naquele pequeno bosque foi quebrada naquela tarde. Um princípio de incêndio ameaçava toda a fauna e flora. Um pequeno e esbaforido colibri voava repetidas vezes até um riacho próximo, enchia seu frágil bico com água e jogava sobre as chamas.
Ao ver aquilo um debochado Tucano comentou:
- Aí, cara! Nem que todos nós façamos isso conseguiremos apagar esse incêndio. Isso não é nossa obrigação e, além do mais, existem outros bosques para habitarmos.
- Não tem problema. estou só fazendo a minha parte..."
Tal qual o colibri dessa estória, em nosso país, mesmo que todos os cidadãos ponham a ética acima de tudo e cumpram com seus deveres (em suma, faça sua parte), não conseguiremos jamais resolver nossos problemas tanto coletivos quanto pessoais,
Por isso somos impelidos a fazer nossa parte pessoal. A figura do "cara esperto", descolado e que sempre se dá bem é reverenciada e encorajada, tornando-se cultural e, portanto normal, para nós agirmos com um certo egoísmo.
De fato, a própria historiografia foi construida sob a visão de aventureiros lançando mãos. Desde as civilizações mais primitivas, levar vantagem se consolidou como uma questão até mesmo de sobrevivência. O caráter altruísta e coletivista do homem só se manifesta quando os interesses precisam partir desse ponto.
Um da aprenderemos que agindo com esperteza nos daremos bem em um número limitado de situações, ao passo que quando se age com inteligência as benesses podem ser para a vida toda. Até lá, vamos usufruir dessas breches que ainda temos em nosso cotidiano e continuar tentando levar vantagem em tudo, certo?
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