quarta-feira, 8 de julho de 2009

Saudades daquele futuro

O homem, até aonde sabemos, é o único ser que transforma o meio ambiente de acordo com a sua convivência. Como consequência, depois terá que se adaptar a essas mudanças.
Os avanços tecnológicos priorizam o indivíduo, não a humanidade. Dispensa-se comentários sobre o tratamento dado ao meio ambiente.
É facilitando o cotidiano do consumidor, fazendo com que ele não dependa tanto de um convívio social e gerando uma espécie de solidão. Não que seja ruim viver só, mas nascemos para consumir e não exatamente para usufruir.
Progresso e exclusão caminham sempre juntos. Quem não tem condições de se incluir (consumir), fica à margem. Isso é o que gera muitos dos conflitos sociais e, por conseguinte, a violência de hoje.
Não podemos usufruir de certas coisas de algumas décadas atrás e nem dos avanços tecnológicos de hoje de uma forma plena por causa da violência (não somente urbana). É possível adaptar-se à violência?
A ordem é: progresso! Não importa o quanto tenhamos que retroceder.
Sempre procuramos ideias de vida em filósofos do passado. Hoje em dia, tais quais nossas máquinas, temos que ser cada vez mais rápidos, eficientes e competitivos. Por vezes, não nos sobra tempo para questionar nem sermos felizes.
Apesar de tudo, ainda há tempo de o ser humano concretizar a convivência harmoniosa de seu progresso material com as benesses daquela vida tranquila, gerando uma espécie de felicidade tal qual idealizávamos quando pensavamos em futuro. Mas isso é o que todos querem?

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