Ao nascer, nosso ato de escolher é extremamente restrito, mas passa a tomar proporções dantescas a partir da juventude, que também é quando adquirimos uma responsabilidade maior sobre o que fazemos e deixamos de ter um adulto guiando certas decisões.
As dificuldades em decidir o caminho que será seguido se concentram na mudança súbita de um estágio no qual tudo era pré-definido por outros, para a necessidade de tomar as rédeas do próprio rumo e ainda respeitar os limites da liberdade (sua liberdade termina aonde começa a liberdade dos outros).
O medo da crueza e da competitividade desse assustador novo mundo torna-se o novo "bicho papão" dos que cresceram fisicamente, o que impacta diretamente nas suas escolhas.
A decisão é paralela à incerteza e a vida por si só é indeterminada, que tem o amanhã como sua maior e mais fascinante incógnita. Deixamos o presente passar em branco muitas vezes justamente por estarmos tão presos ao futuro.
Um dia, talvez, teremos saudades do que não aconteceu e venhamos a desejar ser jovens novamente.
"Laissons l'avenir venir! Que sera sera..." (Deixemos o futuro chegar! O que será será - música do filme O que será, será).
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