Ao longe da praia, investidores celebram em suas caravelas com euforia: "Terra à vista!". Enquanto isso, as lindas indiazinhas levantam-se e começam a dançar e cantar: "E a prazo, longo prazo também!"
Por mais que o Brasil tenha sido descoberto e recebido de bom grado por outras nações durante séculos, a essência desse frágil gigante passou a ser um estorvo. Uns falam "em se plantando, tudo dá" e outros entenderam "em se explorando tudo, tiraremos a longo prazo".
Sim, o Brasil é uma fonte e se demorarmos muito para descobrí-la, um dia se secará e sua essência se perderá para sempre. Difícil será saber quem realmente ganhou com isso. Aliás, nessa vida nada se ganha nem se perde, tudo pode ser aproveitado da maneira que dê mais lucro.
A descoberta do Brasil agora tem que ser relacionada às novas possibilidades de futuro para sua sociedade. É possível agricultura, pecuária e (por mais contraditório que possa parecer) desmatamento sustensáveis, mas nessa terra tudo que se planta custa caro.
Mudanças agora não podem visar só um setor social ou econômico e tal descoberta deve ser diferente da que ainda é sofrida pelo Brasil, afinal, suas riquezas são maiores do que extrativismo ou exploração econômica. Acho que o gigante está com insônia, mas o Saci já se mudou para muito longe e não poderá cantar-lhe uma canção de ninar.
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