O tempo... intervalo linear infinito.
Tão relativo, impossível prendê-lo.
Em um turbilhão de sentidos, uma disputa.
O tempo não é mais um aliado.
O medimos por sentimentos, memórias
Usamos até relógios.
Que grande aspirina se tornou o tempo:
faz esquecer, mas não cura e não dura.
Parece que sempre temos mais a fazer
Do que tempo a disposição, que insatisfação!
O relógio nos avisa que o tempo passa,
mas não acaba.
Só o seu tempo passa e acaba.
Apesar de tudo, ele deve passar.
Se não, não sentiriamos um sabor
Nem passaria uma dor.
Um aroma, um fedor.
Pelo menos temos relógios e tempo.
De aliado, o fazemos um vilão.
Para você, um aviso frio e calculado:
tic-tac, tic-tac...
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